quinta-feira, novembro 22, 2007

Lenda dos Idosos




No tempo do bisavô do meu tetravô havia uma tradição que dizia que, quando um senhor ficava velho de mais para trabalhar, os filhos levavam-no às costas pela serra acima até um casebre e deixavam-no lá abandonado para falecer longe de casa e da família, em paz, julgavam eles. Nessa altura, havia lobos na serra e alguns dos idosos eram devorados pelos animais.

Certo dia, um homem levava o seu velho pai às costas, subindo a serra, para o largar. Quando chegou ao alto, deitou o pai e, com pena, tapou-o com uma manta que levava, despedindo-se e afastando-se, a pé. De repente, o pai chamou-o. O filho voltou para junto dele. Então, rasgando a manta ao meio, o triste e resignado velhinho disse-lhe:

- Toma, filho, só preciso de metade.

- Mas... pai, assim vai ter frio! Fique com a manta inteira.

- Não, filho, leva esta metade; chega-me meia. Guarda a outra parte para quando os teus filhos te vierem cá abandonar.

O filho pegou na metade da capa e desceu a serra, angustiado. Sentou-se e pensou : " O meu pai tem razão: quando eu tiver a idade dele, os meus filhos também me abandonarão na serra e, acima de tudo, ele é meu pai." Arrependido, voltou a subir a serra, pôs o pai às costas e levou-o de novo para casa.

A partir desse dia, nunca mais nenhum filho abandonou o seu pai na serra e foi proibida aquela absurda tradição por todas as terras do mundo.

sexta-feira, novembro 16, 2007

O primeiro anúncio

Urge a re-evangelização. É cada vez mais evidente o desinteresse pelo Catolicismo. Daí que, as nossas acções pastorais, se devem virar unicamente para a família, a igreja-doméstica. É ela o seio da primeira evangelização; é ela o seio do primeiro anúncio; ela é núcleo desta re-evangelização. Se queremos revitalizar as nossas comunidades eclesias (e cristãs) teremos que nos cingir aos seguintes objectivos.
Os objectivos do 1º anúncio são:

1- Criar possibilidades reais de encontro com Jesus Cristo e lugares para essa experiência

2- Dar a conhecer as propostas e as exigências do Evangelho

3- Convidar a realizar seriamente uma conversão e adesão a Jesus Cristo e ao Evangelho

4- Acompanhar as pessoas interessadas neste processo

quinta-feira, novembro 15, 2007

Sacerdócio, o dom de Deus à Igreja para a Igreja



Dentro deste ambiente da Semana de oração pelos Seminários torna-se oportuno explicar brevemente o ser da vocação sacerdotal.


Todo o homem está vocacionado. É por meio de um acto de amor que Deus vem ao encontro do homem, chamando-o e congregando-o numa comunidade. Tenhamos bem presente que é Ele que nos escolhe e nos chama. Toda a vocação vem de Deus, é puro dom divino. A vocação sacerdotal é um dom; um dom tão grande que nos impele para o testemunho (evangelização) e para o serviço. O sacerdócio é puro dom de Deus à Igreja e à humanidade. É sempre uma intervenção livre e gratuita de Deus que nos chama: «Não fostes vós que me escolhes-tes; fui Eu que vos escolhi» (Jo 15, 16)
A vocação de cada sacerdote subsiste na Igreja e para a Igreja. Daqui conclui-se que cada presbítero recebe a vocação do Senhor, através da Igreja, como dom gratuito. Daqui resulta um duplo dinamismo indissociável da vocação: o dom gratuito de Deus e a liberdade responsável do homem tornam-se emergentes deste inefável diálogo de amor entre Deus e o homem. A vocação é um dom da graça divina e jamais pode ser um direito do homem, da mesma forma que não se pode considerar a vida sacerdotal como uma promoção simplesmente humana, nem a missão do ministro como simples projecto pessoal.
A liberdade, com efeito, é essencial à vocação, uma liberdade que na resposta positiva se qualifica como adesão pessoal profunda, como doação de amor, ou melhor, de re-entrega ao Doador que é Deus que chama, isto é, como oblação total do eu. «O chamamento – como dizia o Papa Paulo VI – avalia-se pela resposta. Não pode haver vocações que não sejam livres; se elas não forem realmente oferta espontânea de si mesmo, generosas, conscientes, totais», não serão verdadeiras vocações sacerdotais. A oblação livre constitui o núcleo mais íntimo e mais precioso da resposta do homem a este Deus-Amor que chama com amor, ao amor e para o amor.

sexta-feira, novembro 09, 2007

quinta-feira, novembro 08, 2007

O leão e o rato


Um Leão, que dormia sossegado foi despertado por um Rato, que passou correndo sobre seu rosto. Com um bote ágil ele o capturou, e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou:

Ora, se o senhor me poupasse, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade. Rindo por achar rídícula a idéia, ele resolveu libertá-lo.

Aconteceu que, pouco depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se.

O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas e libertou-o dizendo:

O senhor riu da idéia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer favor em troca do seu; Mas agora sabe, que mesmo um pequeno Rato é capaz de retribuir um favor a um poderoso Leão.
Autor: Esopo

Moral da História:
Os pequenos amigos podem se revelar os melhores aliados.

O boi e a rã



Um Boi indo beber água num charco pisou numa ninhada de rãs e esmagou uma delas.

A mãe das Rãs veio, e, dando pela falta de um dos seus filhos, perguntou aos seus irmãos o que havia acontecido com ele.

- Ele foi morto mãe; ainda a pouco uma grande besta com quatro enormes pés veio à lagoa e pisou em cima dele com sua pata que era rachada no meio.

A mãe, inflou-se toda e perguntou:
- A besta era maior do que estou agora?

- Pare mãe, pare de se irritar - Disse o seu filho - e não fique aborrecida por tentar, eu lhe asseguro, você explodiria antes que conseguisse imitar o tamanho daquele Monstro.

Autor: Esopo
Moral da História:
Muitas vezes, coisas insignificantes, nos desviam a atenção do verdadeiro problema.

segunda-feira, outubro 29, 2007

A dor do passado


«Preso no passado parece que não consigo continuar,
tenho escondido todas as esperanças,
e sonhos longe,
no caso de precisar deles de novo outra vez,
tenho reservado algum tempo,
para limpar um pouco de espaço,
nos cantos da minha mente.»



IN, Music and Lyrics

domingo, outubro 21, 2007

sexta-feira, outubro 19, 2007

Castigo dos sacerdotes infiéis em Malaquias

«Pois bem, ó sacerdotes, é para vós esta ordem: Se não me ouvirdes, se não tomardes a peito dar glória ao meu nome - diz o SENHOR do universo - lançarei contra vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos. E essa maldição já está cumprida, porque vós não tomais isto a peito. Eis que vou despedaçar o vosso braço e lançar-vos esterco ao rosto - o esterco das vossas solenidades - e sereis atirados fora juntamente com ele. E então sabereis que fui Eu que vos dei esta ordem, para que não se mantenha mais a minha aliança com Levi - diz o SENHOR do universo.

«Por isso, Eu tornei-vos desprezíveis e abjectos aos olhos de todo o povo, porque não guardastes os meus mandamentos e fizestes acepção de pessoas perante a lei».

Mal 2, 1-4.9

Culpa dos Sacerdotes em Malaquias

«Um filho honra o pai; um servo teme o seu senhor. E se Eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se Eu sou Senhor, onde está o respeito por mim? Isto diz o SENHOR do universo a vós, sacerdotes, que desprezais o meu nome. Mas vós perguntais: 'Em que é que desprezámos o teu nome?' É que vós ofereceis sobre o meu altar alimentos impuros e ainda perguntais: 'Em que é que o profanámos?' Pensais que a mesa do SENHOR é coisa desprezível! Quando trazeis animais cegos para o sacrifício, não será isto mau? E quando trazeis animais coxos ou doentes, não será isto mau? Leva-os ao teu governador. Será que isso lhe será agradável? Será que ele te irá receber bem? - diz o SENHOR do universo».

Mal 1, 6-8

quinta-feira, outubro 18, 2007

Jorge Palma - Finalmente a sós

Jorge Palma - O centro comercial fechou

Mafalda Veiga & Jorge Palma - Tatuagens

Serpenteando ao Luar


De partida...


E nunca me disseram o nome daquele oceano...


Hoje estava capaz de me ir embora...

Os flagelos nem sempre são sinais de ofensa


Encontramos um mundo em constante mutação. Quando uma epidemia surge, a reacção mais natural será, sem dúvida, a contestação, não deixando, porém, de ser na sua essência um elemento positivo.
Por um lado, esta posituvidade é originante no campo social de um aumento gradual de uma verdadeira fraternidade, bem como num melhoramento efectivo das relações inter-pessoais. Esta dimensão possibilitará o(s) sujeito(s) a uma evolução progressiva de um estado de “ego” para um estado de “a-ego”, deixando, com efeito, de estar e de ser um ser ôntico fechado em si mesmo para voltar a centrar a sua atenção para um outro que eternamente chama por ele.
Por outro lado, as epidemias, que poderão resultar em pestes, consciencializam o Homem para a sua efectiva debilidade e imperfeição, obrigando-o a rever as suas condutas de modo a, de algum modo, superar as suas reais imperfeições.