sexta-feira, dezembro 21, 2007
quinta-feira, dezembro 20, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
A Teologia e as ciências

«Neste momento, é como se a ciência nunca viesse a ser capaz de desvendar o mistério da criação. Para o cientista que viveu da sua fé no poder da razão, a história termina como um pesadelo. Escalou as montanhas da ignorância, está prestes a atingir o cume mais alto e, quando trepa para a atingir o último pedregulho, é acolhido por um bando de teólogos que já lá estão sentados há séculos».
sexta-feira, novembro 23, 2007
Lenda do Castelo de Bragança ou da Torre da Princesa

quinta-feira, novembro 22, 2007
Lenda dos Idosos

A partir desse dia, nunca mais nenhum filho abandonou o seu pai na serra e foi proibida aquela absurda tradição por todas as terras do mundo.
sexta-feira, novembro 16, 2007
O primeiro anúncio
quinta-feira, novembro 15, 2007
Sacerdócio, o dom de Deus à Igreja para a Igreja

Dentro deste ambiente da Semana de oração pelos Seminários torna-se oportuno explicar brevemente o ser da vocação sacerdotal.
Todo o homem está vocacionado. É por meio de um acto de amor que Deus vem ao encontro do homem, chamando-o e congregando-o numa comunidade. Tenhamos bem presente que é Ele que nos escolhe e nos chama. Toda a vocação vem de Deus, é puro dom divino. A vocação sacerdotal é um dom; um dom tão grande que nos impele para o testemunho (evangelização) e para o serviço. O sacerdócio é puro dom de Deus à Igreja e à humanidade. É sempre uma intervenção livre e gratuita de Deus que nos chama: «Não fostes vós que me escolhes-tes; fui Eu que vos escolhi» (Jo 15, 16)
A vocação de cada sacerdote subsiste na Igreja e para a Igreja. Daqui conclui-se que cada presbítero recebe a vocação do Senhor, através da Igreja, como dom gratuito. Daqui resulta um duplo dinamismo indissociável da vocação: o dom gratuito de Deus e a liberdade responsável do homem tornam-se emergentes deste inefável diálogo de amor entre Deus e o homem. A vocação é um dom da graça divina e jamais pode ser um direito do homem, da mesma forma que não se pode considerar a vida sacerdotal como uma promoção simplesmente humana, nem a missão do ministro como simples projecto pessoal.
A liberdade, com efeito, é essencial à vocação, uma liberdade que na resposta positiva se qualifica como adesão pessoal profunda, como doação de amor, ou melhor, de re-entrega ao Doador que é Deus que chama, isto é, como oblação total do eu. «O chamamento – como dizia o Papa Paulo VI – avalia-se pela resposta. Não pode haver vocações que não sejam livres; se elas não forem realmente oferta espontânea de si mesmo, generosas, conscientes, totais», não serão verdadeiras vocações sacerdotais. A oblação livre constitui o núcleo mais íntimo e mais precioso da resposta do homem a este Deus-Amor que chama com amor, ao amor e para o amor.
sexta-feira, novembro 09, 2007
quinta-feira, novembro 08, 2007
O leão e o rato

O boi e a rã

Um Boi indo beber água num charco pisou numa ninhada de rãs e esmagou uma delas.
segunda-feira, outubro 29, 2007
A dor do passado
domingo, outubro 21, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
Castigo dos sacerdotes infiéis em Malaquias
«Por isso, Eu tornei-vos desprezíveis e abjectos aos olhos de todo o povo, porque não guardastes os meus mandamentos e fizestes acepção de pessoas perante a lei».
Mal 2, 1-4.9
Culpa dos Sacerdotes em Malaquias
Mal 1, 6-8
quinta-feira, outubro 18, 2007
Os flagelos nem sempre são sinais de ofensa

Por um lado, esta posituvidade é originante no campo social de um aumento gradual de uma verdadeira fraternidade, bem como num melhoramento efectivo das relações inter-pessoais. Esta dimensão possibilitará o(s) sujeito(s) a uma evolução progressiva de um estado de “ego” para um estado de “a-ego”, deixando, com efeito, de estar e de ser um ser ôntico fechado em si mesmo para voltar a centrar a sua atenção para um outro que eternamente chama por ele.
Por outro lado, as epidemias, que poderão resultar em pestes, consciencializam o Homem para a sua efectiva debilidade e imperfeição, obrigando-o a rever as suas condutas de modo a, de algum modo, superar as suas reais imperfeições.
segunda-feira, setembro 24, 2007
terça-feira, setembro 18, 2007
sábado, setembro 08, 2007
Sentimentos obscuros
terça-feira, agosto 07, 2007
segunda-feira, julho 09, 2007
Valsa dum homem carente

segunda-feira, junho 18, 2007
domingo, junho 17, 2007
Estrela do Mar

Cara de Anjo Mau
O teu modo de andar e uma forma eficaz de atrair sarilho,
A tua silhueta e um misterio da criacao,
Que posso eu fazer ao ver-te acenar a ferida universal?
Basta um olhar teu e o chao comeca a ceder,
sábado, junho 16, 2007
"Aconteceu na Argentina"
Dentro de um ambiente de insegurança, desconfiança, suspeita e conjectura, o povo argentino reclama perante as autoridades os seus ente queridos desaparecidos. O filme retrata na perfeição a dor, o sofrimento, de inúmeras mães que perdem os seus filhos, de pais que desoladamente vem «desaparecer» os filhos. Enfim…
A ditadura militar a todo o custo quer que os seus esqueçam o passado. Mas até que ponto pode o homem esquecer aquilo que ele é? Não é porventura o passado a raiz da identidade pessoal e colectiva? Esquecer o Passado não é condenar o homem ao erro, à desorientação, a um nihilismo aterrador e vazio?
Fica o pensamento: o que é para o leitor o Passado? Que significado tem ele para si? Em que medida ele pode ser para si sinal do amor redentor de Deus?
quarta-feira, junho 13, 2007
O afloramento das interrogações

domingo, junho 10, 2007
domingo, junho 03, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
Para reflectir

domingo, maio 27, 2007
Pentecostes: tempo do Espírito
domingo, maio 20, 2007
Ser estudante...
Os cristãos no mundo

Alma está encarcerada no corpo, mas contém os membros; os cristãos encontram-se detidos no mundo como num cárcere, mas são eles que contêm o mundo.
A alma imortal habita numa tenda mortal; os cristãos vivem como peregrinos em moradas corruptíveis, esperando a incorruptibilidade dos Céus.
A alma aperfeiçoa-se com a mortificação na comida e na bebida; os cristãos, constantemente entregues à morte, multiplicam-se cada vez mais.
Tão nobre é o posto que Deus lhes assinalou, que não lhes é possível desertar».
a Eucaristia, Páscoa do Senhor

quinta-feira, maio 17, 2007
Que fazer...?
Mas, desta vez, tive de folhear e de ler.
Trata-se de três páginas com fotos acerca de um sacerdote que deixou o ministério e que vive com uma senhora de quem tem uma filha».
Bem... situação muito complicada! É sem dúvida uma situação difícil de falar e ate mesmo de comentar.
Soluções? A caridade é a melhor solução...

Fica a ideia...
Todos nós caímos, mas sempre nos levantamos com a força de Deus, força essa que é sacramental, o Sacramento da Penitencia/Reconciliação.
O AMOR e a MISERICORDIA que Deus nutre por nós é tal que, estupefactos e ao mesmo apavorados, imbuídos pelo temor, nós dá esta segunda, e ate mesmo 3ª 4ª 5ª..., tábua de salvação.
Como é belo o amor, a "CARITAS" de Deus Uno-Trino.
Apoiemos este nosso irmão em Cristo pela força e vitalidade da Caridade, força última e permanente da existência ôntica do homem...
Um grande Abraço em Cristo, Nosso Senhor e Redentor.
Que a Paz esteja sempre convosco
terça-feira, maio 15, 2007
Desafiaram-me!
Eu quero: amar sempre.
Eu tenho:que ir estudarEu acho: que a vida é repleta de emoção!
Eu odeio: acordar cedo.
Eu sinto: a vida.
Eu escuto: as pessoas.
Eu cheiro: ao mais belo dos profumes naturais - EU.
Eu imploro: pela Misericordia.
Eu procuro: Deus.
Eu arrependo-me: quando me chateio com os amigos.
Eu amo: a minha família e os meus amigos.
Eu sinto dor: quando não amado.
Eu sinto a falta: dela.
Eu importo-me: com a felicidade dos meus entes queridos.
Eu sempre: acreditei nas pessoas.
Eu não fico: aqui para semente.
Eu acredito: Em Jesus Cristo, único Senhor e Redentor.
Eu danço: pouco.
Eu canto: sempre.
Eu falho: na fidelidade.
Eu luto: pela vida.
Eu escrevo: sobre o essencial da vida.
Eu ganho:laços neste mundo.
Eu perco: quando não sou fiel.
Eu confundo-me: quando se trata de dizer os nomes das pessoas.
Eu estou: Feliz.
Eu fico feliz: quando sou amado.
Eu tenho esperança: em Ti.
Eu preciso: de ti, junto de mim.
Eu deveria: ser mais eu para poder ser mais o outro.
Eu sou: um anão em ombros de gigantes.
Eu não gosto: falsos amigos e da mentira.
E agora acho que tenho de passar o desafio a 6 pessoas!As vitimas são:
Michael
Bento
Santo Herege
Pe João António
Pe José Maria
Pe Vitor Magalhães
segunda-feira, maio 07, 2007
domingo, abril 29, 2007
Uma questão de honestidade intelectual
Uma razão minimamente sadia apercebe-se com naturalidade que tudo o que atenta contra a vida e a dignidade humana é por si mesmo um acto abominável. Além de ir contra a Lei natural, vai contra a própria Constituição Portuguesa!
É preciso, pois, compreender que o feto, desde a sua concepção, é uma pessoa humana. Não estamos perante um ser humano potencial como muitos pensam, mas perante uma pessoa cheia de potencialidades que deverão desenvolver-se com toda a naturalidade. Com efeito, o feto não é nunca uma pessoa potencial, mas é, actual e totalmente, uma pessoa humana com potencialidades ainda não actualizadas.
Através do rosto, fala o homem, fala em particular qualquer homem que sofre uma injustiça, fala e pronuncia as palavras: “Não me mates!”. O rosto e o mandamento – “Não matarás” – conjugam-se, em Levinas, de modo genial, tornando-se simultaneamente um testemunho da nossa época, e apesar disso os parlamentos, democraticamente eleitos, decretam mortes com tanta facilidade, negligenciando os contributos antropológicos, filosóficos e teológicos, que os precederam, devendo ser na sua substancialidade instrumentos do bem comum e da vida humana, como elemento constitutivo indispensável de um Estado democrático.
A vida é indivisível, não se fracciona; ela é invariável em intensidade, desde o primeiro momento até ao fim; é um todo orgânico, inseparável, um «monobloco»; é cabeça, tronco, membros, mãos, etc.
A Igreja será sempre perseverante e incansável promotora da consciência. Não se trata aqui de lutar contra quem quer que seja, bem como de fazer uma apologia. Mas antes, de uma manifestação contra um caminho que em nada dignifica e eleva o homem. Este indício, como muitos infelizmente pensam, não é e nunca será um sinal de modernidade e/ou progresso! Mas sê-lo-á sempre se promover a vida.
A legalização do aborto nunca será positiva, pois não ajuda ao desaparecimento do mesmo, mas antes a que o seu número aumente gradual e significativamente. A opinião pública generalizada considera bom aquilo que se despenaliza e cada vez se banaliza mais, nas consciências, a decisão de abortar. Na verdade, não é porque de um avião, a grande altitude e nas melhores condições atmosféricas, não se distinguem, a olho nu, nem pessoas, nem cidades, que se pode concluir que ninguém vive lá em baixo. Não é, portanto, porque se ignora uma realidade que se pode negar a sua existência.
Os partidários do aborto clamam vivamente que o acto de abortar pertence, única e exclusivamente, à mulher. Será mesmo? Será ela capaz de fazer o que bem entender do seu corpo? Não tem ela, em si, outro ser, uma outra pessoa? Até que ponto ela pode afirmar que é só do seu corpo que se trata? Que diria, pois, a mulher se um gigante de 4 metros e com, 300kg a atacasse? Entre duas forças desiguais que se batem, é a mais fraca que sucumbe; pior ainda, entre a mãe e o feto em que as proporções são desmesuradamente maiores. Quantas mulheres, depois de se terem submetido ao aborto, caem em depressão pelo remorso que as persegue! Mesmo a estes «Senhor, não lhes atribuas este pecado» (Act 7, 60).
Não faltará muito para que o tema da Eutanásia venha a ser debatido na praça pública. Será o momento derradeiro para anunciarmos novamente o valor inalienável da vida humana. Que este referendo nos mostre os erros cometidos para que num futuro próximo possamos encontrar novos métodos e meios de propagação da verdade indubitável a que todo homem pensante é chamado a defender e a promover.
sábado, abril 21, 2007
segunda-feira, abril 09, 2007
quarta-feira, março 28, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
Quaresma
Aborto e sua legalização: Uma solução ou uma resposta?
Há algum tempo atrás, o Ministro da Saúde veio a público afirmar que o Estado iria suportar os custos de cada aborto que se vier a fazer legalmente em Portugal. Ora, isso significará ao Estado qualquer coisa como 1000 €. Atendendo à existência, segundo as estatísticas, de qualquer coisa como 20000 abortos clandestinos por ano, o Estado terá que desembolsar 20 milhões de €. Já pensaram o que se poderia fazer com todo este dinheiro caso fosse canalizado para outras benesses, nomeadamente em alguns tratamentos a doentes crónicos? Diversas são as questões que advêm daqui: haverá listas de espera? Terão que ficar algumas operações (talvez bem mais importantes) em segundo plano para que uma mulher possa abortar sem que com isso possa incorrer numa penalização, sabendo, com efeito, que, às 10 semanas e um dia, incorre numa pena que pode ir até a três anos de prisão? Como reagirá o contribuinte sabendo que contribuirá para o financiamento deste acto abortivo? Estará o cidadão, que avidamente defende a vida, a contribuir com os seus impostos com o intuito de eliminar uma vida indefesa? Como reagirá ele perante a sua consciência? Não terá legitimidade de invocar o “objector de consciência”?
Os “movimentos (cívicos) pela vida” talvez não tenham actuado com os meios e linguagens mais adequadas. Ao passo que os defensores do sim utilizaram meios nada convenientes. Utilizando uma política sensacionalista e emotiva, renegaram literalmente o conceito de pessoa. Não o utilizaram para que não viessem a ter problemas na difusão da sua mensagem. Ao concentrarem-se unicamente na mulher esquecem a existência de outro ente, que em si, é totalmente único e irrepetível. É preciso, pois, compreender que o feto, desde a sua concepção, é uma pessoa humana. Não estamos perante um ser humano potencial como muitos pensam, mas perante uma pessoa cheia de potencialidades que deverão desenvolver-se com toda a naturalidade. Com efeito, o feto não é nunca uma pessoa potencial, mas é, actual e totalmente, uma pessoa humana com potencialidades ainda não actualizadas.
A vida é indivisível, não se fracciona; ela é invariável em intensidade, desde o primeiro momento até ao fim; é um todo orgânico, inseparável, um «monobloco»; é cabeça, tronco, membros, mãos, etc.
O défice demográfico é outros dos problemas que a médio/longo prazo terá nevrálgicas repercussões. Este dado terá, num futuro próximo, graves e irremediáveis consequências. Com efeito, quando não há mão-de-obra não há produção de riqueza; se não há produtividade como conseguira subsistir a “máquina” fiscal do Estado? Vejamos alguns dos casos mais paradigmáticos na Europa. Países como a Alemanha, França, Suiça, Inglaterra, e outros, estão a restringir cada vez mais as práticas abortivas, aplicando, fundamentalmente, politicas natalícias. Há que perspectivar os horizontes a médio/longo prazo! Se é realmente verdade que Portugal se encontra com 20 anos de atraso relativamente aos restantes países da Europa (Centro e Norte da mesma) e se vemos esses países a retrocederem no que se refere à prática do aborto, aplicando leis que beneficiem a maternidade e o aumento demográfico, porque razão temos nós que imitar algo que eles já abominam? Não serão eles exemplo para nós nesta matéria? Porquê cair nos mesmo erros que eles, se podemos, neste ponto, caminhar em uníssono com eles? Não é porventura a família o micro-Estado ou, teologicamente falando, a Igreja-doméstica?
A legalização do aborto nunca será positiva, pois não ajuda ao desaparecimento do mesmo, mas antes a que o seu número aumente gradual e significativamente. A opinião pública generalizada considera bom aquilo que se despenaliza e cada vez se banaliza mais, nas consciências, a decisão de abortar. Na verdade, não é porque de um avião, a grande altitude e nas melhores condições atmosféricas, não se distinguem, a olho nu, nem pessoas, nem cidades, que se pode concluir que ninguém vive lá em baixo. Não é, portanto, porque se ignora uma realidade que se pode negar a sua existência.
Os partidários do aborto clamam vivamente que o acto de abortar pertence, única e exclusivamente, à mulher. Será mesmo? Será ela capaz de fazer o que bem entender do seu corpo? Não tem ela, em si, outro ser, uma outra pessoa? Até que ponto ela pode afirmar que é só do seu corpo que se trata? Que diria, pois, a mulher se um gigante de 4 metros e com, 300kg a atacasse? Entre duas forças desiguais que se batem, é a mais fraca que sucumbe; pior ainda, entre a mãe e o feto em que as proporções são desmesuradamente maiores. Quantas mulheres, depois de se terem submetido ao aborto, caem em depressão pelo remorso que as persegue! Mesmo a estas «Senhor, não lhes atribuas este pecado» (Act 7, 60).
terça-feira, março 06, 2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Viver a Quaresma

sábado, fevereiro 03, 2007
A dignidade da mulher e a ordem do amor

[1] PAULO II, João – Mulieris Dignitatem, Libreria Editrice Vaticana, Vaticano, 1988, nº 29.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
segunda-feira, janeiro 29, 2007
A lição da prostituta
O dispositivo intra-uterino (DIU) não permite que o óvulo fecundado se fixe

Com esta e diversa artilharia apontada à gravidez, um feto que consiga escapar é um verdadeiro herói. E como herói deve ser tratado. Não é justo que alguém o expulse do útero a que já se tinha aconchegado para viver. Chega a ser cruel sair dele aos bocadinhos na ponta de uma cureta e amontoado numa cuvete como carne picada.
É de aceitar que uma rapariga, ou mulher, violada possa recorrer ao aborto. É preferível a repulsa de uns minutos à repulsa de uma vida inteira.
Também se aceita o aborto, quando uma série de ecografias afirmam grandes deformidades do feto. Deixá-lo nascer, será condenar uma criança, um adulto e um velho a uma vida de limitações físicas, perturbadoras do carácter e do comportamento psicológico.
Sempre que regresso a este assunto, me lembro da Fifas, uma prostituta muito popular no meu tempo de Coimbra. Oferecia-se no nº 13 do Terreiro de Erva. A certa altura, apareceu grávida. Pelos inconvenientes que uma gravidez trazia à sua profissão, julgou-se que a Fifas iria abortar. De cara um pouco torcida, levou a gravidez até ao fim.
Na maternidade foi partejada pelo Prof. Ibárico Nogueira, assistido pelos quintanistas de seu turno. Eu era um desses quintanistas.
Mas quando foi preciso dar umas palmadas no recém-nascido para o reanimar, a Fifas mudou de expressão e de voz para nos pedir com maior ternura:
- Não batam no meu menino…»[1].
sábado, janeiro 27, 2007
A sociedade censura a morte
A vivência da morte na cultura de hoje:
As sociedades do ocidente europeu passaram por um processo de uniformização das suas formas de considerar a morte. A morte, rodeada dum ambiente de mistério, com referência religiosa imediata, sofreu um diluimento social significativo. A atenção social para com a mor

Resta nos ambientes rurais, a qual persiste em usar a morte para exprimir a radicalidade de certos sentimentos. A solidariedade ocasionada noutros tempos por ocasião da morte, tem hoje a brevidade de um cumprimento formal; a memória do defunto avivada por calendário ritual, recolheu-se ao íntimo dos familiares e amigos.
[1] Em relação a este assunto o Papa João Paulo II na Evangelium Vitae, nº 64, diz-nos: «Num tal contexto, torna-se cada vez mais forte a tentação da eutanásia, isto é, de apoderar-se da morte, provocando-a antes do tempo e, deste modo, pondo fim «docemente» à vida própria ou alheia. Na realidade, aquilo que poderia parecer lógico e humano, quando visto em profundidade, apresenta-se absurdo e desumano. Estamos aqui perante um dos sintomas mais alarmantes da «cultura de morte» que avança sobretudo nas sociedades do bem-estar, caracterizadas por uma mentalidade eficientista que faz aparecer demasiadamente gravoso e insuportável o número crescente das pessoas idosas e debilitadas. Com muita frequência, estas acabam por ser isoladas da família e da sociedade, organizada quase exclusivamente sobre a base de critérios de eficiência produtiva, segundo os quais uma vida irremediavelmente incapaz não tem mais qualquer valor».
[2] CUNHA, Jorge Teixeira da – Bioética Breve, Ed. Paulus, Apelação, 2002, p. 102.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Será ou não a eutanásia uma forma de homicídio consentido?
Sendo assim, não é legítima a decisão de uma pessoa dispor da sua própria vida? Nós respondemos não. Na conservação da vida humana existem por vezes interesses individua

__________________________________________
[1] Código Penal, art. 133.º.
[2] Como escreve M. Maia Gonçalves, «a vida humana é um bem indisponível mesmo para o ofendido; é justamente o bem jurídico de maior valoração» (Código Penal Português, 5º Edição, p. 343)
IST(-BD): fim ou re-começo?
Uma leitura mais atenta dos acontecimentos, obras e palavras, que recentemente se vem intensificando sobre o fim do Instituto Superior de Teologia (IST), leva-nos a enunciar pré-conceitos e pseudo-verdades sobre o seu fim real. Haverá ainda janelas abertas que possam deixar entrar uma nova lufada de ar puro, um novo renascimento que possibilite o seu revivescer?
Recentemente tem-se questionado se os seminários, estando ou não alienados da formação intelectual (o mesmo é dizer: do ensino universitário) dos seus seminaristas, têm posto em causa a quebra de um dos quatro pilares da formação integral do crescimento humano. Em causa está a dimensão espiritual.

Por outro lado, no que concerne à comunhão questiona-se sobre a existência ou não desta na nossa pequena comunidade que por si é tão diversificada culturalmente. Neste sentido, é impossível falarmos de comunhão no verdadeiro e pleno sentido. Há, de facto, comunhão e comunidade de modo parcial. Aliás, há o partilhar de certos e determinados actos ditos comunitários.
Será que a criação de um seminário inter-diocesano poderá responder plenamente às exigências pastorais, intelectuais, espirituais e humanas, que as dioceses a ele inserido tanto esperam? Parece-me que estamos a caminhar de olhos vendados. Não há uma luz, não há uma referência! A nossa única referencia é Jesus Cristo. É a partir d’Ele que tudo deve ser realizado e para onde tudo se encaminhará. Já Paulo no diz na sua Epístola a Timóteo[1].
Será preferível caminhar num “caminho de cabras” ou numa auto-estrada? Embora cada um deles conduzam a um objectivo comum, devemos sempre optar pelo segundo. Não só pela rapidez a que se chega ao objectivo, como possibilita ao caminhante novas visões, novos horizontes, novas perspectivas. Resta saber se um seminário inter-diocesano conseguirá responder às exigências formativas agora exigidas. Aliás, não unicamente para este tempo, mas com perspectivas futuras. Pois, uma formação que se dirige unicamente para este presente será posteriormente um passado. Portanto, toda a formação deve verter para o futuro, de modo a que este futuro se torne posteriormente presente.
Penso seriamente que este será o primeiro grande passo, o pano de fundo, para uma reforma que todos nós ansiamos. A vida celular do seminarista deve ser sempre Cristo. Por outras palavras: a célula vital e vivificante daqueles que o Senhor chamou é sempre o Amor do Chamante. É sempre Ele o início e o fim que todo o chamado por Ele, ou seja, o vocacionado anseia ardentemente.
______________________________________________
[1] «1É digna de fé esta palavra: se alguém aspira ao episcopado, deseja um excelente ofício. 2Mas é necessário que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, ponderado, de bons costumes, hospitaleiro, capaz de ensinar; 3que não seja dado ao vinho, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; 4que governe bem a própria casa, mantendo os filhos submissos, com toda a dignidade. 5Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará ele da igreja de Deus? 6Que não seja neófito, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação do diabo. 7Mas é necessário também que ele goze de boa reputação entre os de fora, para não cair no descrédito e nas ciladas do diabo».
domingo, janeiro 21, 2007
A eutanásia, denominada como morte suave, não é uma realidade nova ao pensamento humana. Já há muito que a eugenia se vem proliferando numa cultura que se diz evolucionista, mas que, no entanto, não é mais do que uma simples «cultura da morte», tal como nos afirma o falecido Papa João Paulo II. A proliferação da extrema-direita deve-se em grande parte à grande adesão, embora muitas vezes inconsciente por parte dos seus receptores, de praticismo (isto é, ao por em prática) da eugenia.
Por outro lado, a difusão de uma pseudo-aceitação da prática da eutanásia assume contornos predominantemente casuísticos. E neste aspecto os mass media tem contribuído e de que maneira para esta alienação da consciente dos seus receptores. Denota-se claramente uma disjunção da consciencialização do imperativo da vida humana.
Com efeito, a vida, mais que um dever, é um direito de todo e qualquer ser ôntico, seja ele rico ou pobre, de “cor” ou não, novo ou velho. Antes de qualquer direito, seja ele canónico ou até civil, está o direito natural. O direito natural é o sustentáculo de ambos e de qualquer que seja o direito. Pois, um direito que negligencie o seu substrato perde a finalidade para que é criado. O direito é feito para servir dignamente o homem. Portanto, não é o homem que está ao serviço da lei, mas o contrário.Nesse sentido, é um dever de todo e qualquer cristão chamar à consciência do outro para o imperativo da vida humana e da sua dignidade. Uma vida acariciada desde o princípio gerativo e criador de Deus Uno-Trino. Não de um Algo, mas um Alguém.